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Pioneiros são homenageados em evento comemorativo aos 50 anos do primeiro voo do avião Bandeirante

By 20 de fevereiro de 2018 julho 15th, 2019 No Comments


Há 50 anos acontecia em São José dos Campos o primeiro voo do protótipo do Bandeirante, avião que deu origem à Embraer. O cinquentenário foi comemorado na noite desta sexta-feira com uma homenagem aos  pioneiros do projeto, que foi liderado pelo Coronel Ozires Silva, hoje com 87 anos.

O evento aconteceu no DCTA e contou com a presença dos pioneiros envolvidos em todas as etapas do projeto, incluindo os que trabalharam na área de gestão e administração. Alguns foram representados por seus familiares.

Durante a homenagem realizada na noite desta sexta-feira, o coronel Ozires Silva, engenheiro que encabeçou o projeto Bandeirante e depois se tornou o primeiro presidente da Embraer, ficou visivelmente emocionado com a homenagem. Em seu pronunciamento, ele relatou o empenho da equipe envolvida e agradeceu às Forças Armadas. Foi aplaudido de pé pela plateia de 400 convidados.

O Bandeirante

O projeto Bandeirante, então batizado de IPD-6504, foi iniciado em 1965 e desenvolvido por engenheiros do CTA (Centro Técnico de Aeronáutica), hoje DCTA.  O nome do projeto era uma referência ao Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) do CTA, ao ano (65) e ao número do projeto (04).

Após três anos e quatro meses, o primeiro protótipo do avião fez seu voo inaugural. Foram mais de 110 mil horas de trabalho, com envolvimento de 300 profissionais.

O protótipo decolou às 7h07 do aeroporto do CTA e voou por cerca de 50 minutos, sob o comando do major-aviador José Mariotto Ferreira e do engenheiro de voo Michel Cury.

A aeronave foi o marco da indústria aeronáutica brasileira. Outros dois protótipos foram construídos e, ano seguinte, em outubro de 1969, foi criada a Embraer — Empresa Brasileira de Aeronáutica.

O projeto deu origem ao EMB110 Bandeirante, com 12 lugares na versão militar.  Em 1973, as primeiras aeronaves foram entregues à FAB.

A Embraer produziu ao todo 496 Bandeirantes, em variadas versões civis e militares, vendidos a 36 países. O avião foi utilizado em transporte de passageiros e de carga; busca e salvamento; reconhecimento fotográfico e patrulha marítima.

Em junho de 1975 o primeiro protótipo do Bandeirante fez seu último voo, no percurso entre o Aeroporto Santos Dumont à Base Aérea dos Afonsos e permanece exposto no Museu de Aeronáutica.

Após a fabricação de 498 aviões, a produção em série do Bandeirante foi encerrada em 1991, mas muitos aviões continuam em operação no Brasil e no exterior.

 

Neide Pereira, do Hangar Cultural e Somos Editora, abre cerimônia de homenagem aos pioneiros

Abaixo, abertura feita por Neide Pereira, do Hangar Cultural, responsável pela organização da cerimônia e pelo VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Jornalistas e Escritores de Aviação:

 

A sexta edição do Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas de Aviação, se consolida como o único evento no Brasil que conecta profissionais do segmento da aviação e do espaço com os profissionais responsáveis por tornar a história e os fatos conhecidos do público em seus livros, matérias e publicações.

Foi graças aos registros existentes e à memória de muitos que estão aqui nesta noite que podemos contar a história de um avião que voou pela primeira vez há 50 anos, aqui mesmo nas dependências do DCTA. Um voo que mudou a história da cidade de São José dos Campos e do Brasil.

Este voo só foi possível porque um grupo de idealistas, determinado a realizar o sonho de fabricar aviões com a assinatura de brasileiros, trabalhou incansavelmente e, contrariando todas as previsões contrárias, criou a terceira maior indústria aeronáutica do mundo.

Um feito que até parece roteiro de filme, mas é tão real que muitos desses pioneiros estão aqui para provar que tudo é possível quando trabalhamos com determinação e em prol de um objetivo comum.

Hoje, definitivamente, é um dia especial para nós, pois temos o privilégio de comemorar com as pessoas que estavam lá no primeiro voo do Bandeirante e sentiram a emoção ao vivo de uma decolagem inédita e quase impensável.

Obrigada pioneiros e às suas famílias por estarem aqui compartilhando conosco emoções e histórias.  

Agradeço, também, nosso anfitrião o major brigadeiro Hudson Costa Potiguara pela parceria para a realização desta festa, às empresas que nos apoiaram e em especial às pessoas envolvidas na organização desta festa.

 

 

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